Zenodo
O impacto da rotina no processo de emagrecimento: Uma visão dos profissionais da assistência
By Ana Claudia Correa De Almeida and Paola Elizandra Simões Gasparini.
Abstract
Introdução Obesidade é uma doença complexa e multifatorial, que possui vertentes relacionadas a questões econômicas, psicológicas, biológicas, sociais, ambientais, comportamentais de modo coletivo e individual. De modo que o aumento dessa patologia implica de modo direto na qualidade de vida e no sistema de saúde, pelo surgimento de outras patologias. . .. está relacionada ao aumento do risco para outras doenças como as do coração, diabetes, hipertensão arterial sistêmica, doença do fígado e diversos tipos de câncer (como o de cólon, de reto e de mama), problemas renais, asma, agravamento da covid, dores nas articulações, entre outras, reduzindo a qualidade e a expectativa de vida.. . (MS, 2021) Hábitos de vida como sedentarismo, consumo excessivo de calorias, sono insuficiente ou não reparador, dist ú rbios endócri n os, desenvolvimento intrauterino, medicações de uso contínuo estão ligados de forma direta ao aumento das taxas de obesidade na população. (MS, 2021; NETA, 2022) Azevedo e Spadotto (2004) ainda apontam que o ganho de peso está relacionado de modo direto a duas principais causas, à hereditariedade e aos fatores genéticos (corrente organicista), ou os fatores psicológicos e sociais (corrente psicossomática), de modo que há uma interação de fatores de ambos os tipos na origem e desenvolvimento da obesidade. Trata-se, portanto, de uma doença crônica, com acúmulo anormal ou excessivo de g ordura no corpo decorrente do desequilíbrio energético entre a qualidade de energia ingerida e gasta em atividades cotidianas. (MS, 2021; AZEVEDO E SPADOTTO, 2004; POLETTO et al ., 2019) há dois tipos de obesidade: (1) exógena ou comum, conhecida, ainda, como primária ou nutricional; (2) endógena ou metabólica, conhecida, também, como secundária" AZEVEDO E SPADOTTO, 2004 apud KAPLAN E KAPLAN, 1957) O Ministério da Saúde (MS) (2022) e Poletto et al . (2019) já afirmavam que a obesidade se trata de uma doença de amplo crescimento no Brasil e no mundo, expondo através de dados estatísticos que dentre os adultos, aproximadamente 60%, já são portadores de sobrepeso, equivalendo a 96 milhões de pessoas e deste 1 a cada 4 tem obesidade definida totalizando, em média 41 mil h ões de pessoas pelos dados de 2020, e 9,1 milhões em 2021, deste sendo classificados como Grau III (um valor e IMC maior ou igual a 40) um total de 624 mil indivíduos. Esse aumento significativo dessa parcela da população, além de afetar a qualidade de vida com o surgimento de doenças crônicas como as já citadas, ainda tem um elevado impacto emocional, já que são vítimas de estigmas , preconceitos , bullyng e discriminação . Sendo comum encontrar em obesos uma imagem depreciativa de s i próprio com consequentes prejuízos nas relações sociais. Em que os indivíduos obesos, encontram obstáculos em contextos educacionais, profissionais e sociais, o que gera neles ansiedade, raiva e dúvidas em relação a si próprias. (AZEVEDO E SPADOTTO, 2004) O foco principal é a prevenção nas estratégias de cuidado primário a obesidade, mas também é necessária a avaliação do cuidado aos pacientes já port a dores dessa patologia, que demandam suporte e apoio para a mudança no estilo de vida de modo que tenha efeito significativo sobre a balança. . .. considera-se que uma perda e manutenção de peso entre 5 e 10% do peso inicial já é suficiente para melhorias significativas nos parâmetros cardiovasculares e metabólicos, como risco cardiovascular, diminuição da pressão arterial, do colesterol e da glicem



