Fisioterapia Brasil
Epidemiologia, morbimortalidade e manejo do Infarto Agudo do Miocárdio: Uma revisão integrativa
By Sofia Ramos Santos, Ana Beatriz De Moraes Souza Nunes, Matheus Gontijo Guimarães Gaia and 2 others.
Abstract
Introdução: O infarto agudo do miocárdio (IAM) constitui importante problema de saúde pública, associado a elevada morbimortalidade e expressiva demanda por atendimento hospitalar. Sua ocorrência apresenta diferenças temporais, demográficas e regionais, enquanto o prognóstico está diretamente relacionado ao reconhecimento precoce e à instituição oportuna do tratamento. Objetivo: Sintetizar as evidências disponíveis sobre o perfil epidemiológico do IAM, considerando aspectos relacionados às internações, incidência, mortalidade e letalidade, bem como analisar as principais estratégias de manejo e assistência aos pacientes acometidos, com ênfase no atendimento e na condução clínica em contexto emergencial. Métodos: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, de natureza qualitativa e descritiva. A busca foi realizada nas bases PubMed/MEDLINE, SciELO e BVS, no dia 21 de setembro de 2026, utilizando descritores e termos relacionados ao IAM, epidemiologia, morbimortalidade, diagnóstico e tratamento. Foram identificados 64 registros, dos quais 24 eram duplicados. Após a triagem, 20 artigos foram avaliados em texto completo e quatro atenderam aos critérios de inclusão, compondo a amostra final. Os dados foram analisados de forma descritiva e qualitativa. Resultados: Os estudos demonstraram a relevância do IAM como causa de internação e mortalidade, com variações segundo período, região, sexo e faixa etária. Observou-se maior frequência de internações entre homens e indivíduos de idade mais avançada, além de diferenças entre os sexos quanto à incidência e letalidade. A literatura complementar também destacou a importância da organização das linhas de cuidado, do diagnóstico precoce e da rápida instituição das estratégias terapêuticas. No manejo emergencial, a reperfusão mostrou-se fundamental, especialmente no IAM com supradesnivelamento do segmento ST, tendo a angioplastia coronária como importante estratégia terapêutica e a fibrinólise como alternativa em situações específicas. Conclusão: O IAM permanece como condição de grande impacto epidemiológico e assistencial. O fortalecimento da prevenção cardiovascular, da vigilância epidemiológica, do reconhecimento precoce, do acesso oportuno ao tratamento e da continuidade do cuidado mostra-se essencial para reduzir sua morbimortalidade e favorecer melhores desfechos clínicos.



