LUMEN ET VIRTUS
Pré-habilitação com exercícios e recuperação funcional após cirurgia em adultos mais velhos: Revisão sistemática
By PAULO VICTOR BITTENCOURT BARBACENA, Nathalia Duarte Costa, Vinícius Soares Mendes Rodrigues and 6 others.
Abstract
Objetivo: Avaliar se a pré-habilitação estruturada baseada em exercícios, realizada antes de cirurgia eletiva de grande porte, melhora a capacidade funcional, o desempenho físico, a mobilidade, a independência ou o retorno ao estado funcional pré-operatório em adultos com 65 anos ou mais. Método: Foi realizada atualização sistemática exploratória em 28 de setembro de 2026. Foram examinados PubMed/MEDLINE, páginas públicas da Cochrane, PEDro, PROSPERO, ClinicalTrials.gov e cadeias de citações. Foram preparados protocolos de busca para Embase, CENTRAL, Scopus e Web of Science; essas bases não puderam ser executadas por ausência de acesso licenciado ou autenticação, e a interface pública do CENTRAL não retornou resultados. Foram elegíveis ensaios randomizados com idade ≥65 anos, cirurgia eletiva de grande porte, exercício estruturado no período pré-operatório, comparador de cuidado usual/sem exercício estruturado e ao menos um desfecho funcional pós-operatório. Resultados: Três ensaios atenderam aos critérios estritos. O estudo CANOPTIPHYS não demonstrou diferença significativa entre grupos na distância percorrida no teste de caminhada de seis minutos ou no teste de sentar e levantar em 30 segundos na alta. Um ensaio em idosos frágeis submetidos a cirurgia gástrica relatou sinal favorável de retorno ao nível basal de caminhada em quatro semanas, mas apresentou denominadores inconsistentes e não forneceu intervalo de confiança para o efeito funcional. Um estudo-piloto antes da artroplastia de quadril não mostrou diferença no tempo até a independência funcional. Não foi defensável realizar nova metanálise. Conclusão: A evidência disponível não demonstra que a pré-habilitação baseada em exercícios melhore de forma consistente a recuperação funcional pós-operatória em adultos mais velhos. Os efeitos sobre capacidade pré-operatória parecem mais promissores do que os efeitos sobre independência, mobilidade e retorno ao estado basal. A certeza da evidência é baixa ou muito baixa.



