LUMEN ET VIRTUS
Dose do exercício resistido e função física em idosos com sarcopenia: Mapa estruturado das evidências e metanálise exploratória
By Sarah Oliveira Bueno Leão, Ana Luiza Machado Pellizer, Arnaud Gabriel Louise Alexandrine Rosique and 6 others.
Abstract
A dose do exercício resistido mais provável de melhorar a função física em idosos com sarcopenia permanece incerta, especialmente quando frequência, intensidade, progressão e cointervenções são consideradas separadamente. Este estudo teve como objetivo mapear as evidências disponíveis sobre a prescrição do exercício resistido e a função física na sarcopenia e realizar uma síntese quantitativa exploratória quando as definições de desfecho e os dados eram suficientemente compatíveis. Foi elaborado um mapa estruturado das evidências com base nos princípios PRISMA 2020 e PRISMA-S. Foram combinadas buscas públicas em PubMed/Europe PMC, CENTRAL, PROSPERO e PEDro, além de rastreamento de citações, realizadas em 28 de setembro de 2026. Estratégias foram preparadas para Embase, Scopus, Web of Science e SPORTDiscus, mas não foi possível executar buscas autenticadas nem obter exportações completas dessas bases nesta etapa. Foram priorizados ensaios randomizados com adultos de 60 anos ou mais e sarcopenia definida por EWGSOP, EWGSOP2, AWGS ou critério equivalente. O risco de viés foi avaliado provisoriamente com RoB 2 e a certeza foi julgada operacionalmente com GRADE. O mapa identificou 22 registros de estudos primários candidatos e 16 revisões ou protocolos. Dois ensaios forneceram dados compatíveis de velocidade da marcha: 73 participantes foram randomizados e 68 contribuíram para os cálculos de efeito. A estimativa exploratória de efeitos aleatórios favoreceu o exercício resistido (diferença média, 0,196 m/s; intervalo de confiança de 95%, 0,126–0,266; I²=0%). Os protocolos efetivos foram progressivos, supervisionados ou monitorados e, em geral, realizados duas a três vezes por semana durante 8–16 semanas, com esforço moderado a moderadamente alto. A certeza foi muito baixa em razão da pequena base de evidências, perdas de seguimento, indireção diagnóstica e de intervenção e combinação de diferentes estimandos. Conclui-se que o exercício resistido é um componente plausível da reabilitação funcional, mas as evidências não estabelecem uma curva causal de dose–resposta nem demonstram que três sessões semanais sejam superiores a duas. O manuscrito deve ser interpretado como mapa exploratório das evidências, e não como revisão sistemática definitiva e plenamente atualizada.



