Revista Contemporânea
Esofagectomia total como tratamento do megaesôfago grau IV não chagásico: Relato de caso
By Jhosep Martín López Mogrovejo, Stefanny Violeta Antepara Antepara, Guilherme Lemos Cotta Pereira and 1 others.
Abstract
A acalasia é um distúrbio motor esofágico caracterizado pelo relaxamento insuficiente da junção esofagogástrica e pela ausência de peristalse.⁷˒⁸ Em fases avançadas, pode provocar dilatação esofágica acentuada e representar um desafio terapêutico. Apresenta-se o caso de uma mulher de 67 anos, com antecedentes de hipertensão arterial sistêmica e diabetes mellitus tipo 2, que procurou o serviço de emergência por tosse, hiporexia, refluxo e náuseas com uma semana de evolução. A radiografia e a tomografia de tórax evidenciaram superdistensão do esôfago torácico, com diâmetro aproximado de 10 cm, e estenose acentuada do esfíncter esofágico inferior, achados compatíveis com megaesôfago grau IV não chagásico. Foi realizada esofagectomia total e piloroplastia por videolaparoscopia. Durante o procedimento, foram identificadas múltiplas aderências, sendo necessária a abertura da pleura direita para completar a dissecção esofágica. Além disso, foi deixado um dreno pleural fechado conectado a selo d’água. No pós-operatório, a paciente necessitou de internação em unidade de terapia intensiva e suporte intensivo. Sua evolução foi desfavorável, e ela faleceu no décimo dia pós-operatório. A esofagectomia pode ser considerada em casos selecionados de megaesôfago avançado, embora a magnitude do procedimento e sua morbimortalidade exijam uma avaliação cuidadosa da condição clínica e das alternativas terapêuticas.¹˒⁴˒⁸ A indicação deve ser individualizada de acordo com o contexto clínico de cada paciente. Este caso descreve o manejo cirúrgico e a evolução desfavorável de uma paciente com megaesôfago grau IV submetida à esofagectomia total.



