Derecho y cambio social.
Impacto da inteligência artificial no julgamento clínico em dermatologia: Desafios éticos na delegação de decisões diagnósticas na dermatoscopia e preservação da autonomia profissional
By Fernanda Araujo Santos, Josélia Moutinho Priante Freitas, Luan Wictor Nunes Rocha and 4 others.
Abstract
A inteligência artificial (IA) tem ampliado sua aplicação na dermatologia, auxiliando na análise de imagens dermatoscópicas e na classificação de lesões benignas ou malignas. Embora possa favorecer a detecção precoce do melanoma, reduzir a variabilidade diagnóstica e ampliar o acesso à avaliação especializada, seu desempenho experimental não elimina limitações relacionadas à representatividade dos dados, à generalização e à influência sobre o raciocínio médico. Este artigo analisa o impacto da IA no julgamento clínico dermatoscópico, enfatizando os desafios éticos da delegação parcial de decisões diagnósticas e a preservação da autonomia profissional. Trata-se de pesquisa bibliográfica, qualitativa e descritiva, baseada em dez estudos publicados entre 2018 e 2025. Os achados foram organizados em categorias relacionadas a benefícios diagnósticos, erros, desigualdades algorítmicas, julgamento clínico, desqualificação profissional, explicabilidade, responsabilidade e regulação. A literatura indica que a IA pode atuar como segunda opinião e melhorar o desempenho diagnóstico, especialmente quando apresenta explicações compatíveis com a linguagem dermatoscópica. Contudo, pode induzir viés de automação, excesso de confiança, dependência tecnológica e perda de habilidades, além de reproduzir desigualdades decorrentes de bases pouco representativas. Conclui-se que a delegação integral do julgamento e da responsabilidade diagnóstica é inadequada. A implementação responsável exige supervisão humana significativa, validação externa, transparência, monitoramento contínuo, proteção de dados e possibilidade efetiva de discordância clínica.



