Derecho y cambio social.
Associação entre estresse percebido e percepção de envelhecimento cutâneo em mulheres adultas jovens
By Kathleen Da Conceição Furegatte, Camila Vitória De Oliveira, Emily De Lima Soncin and 2 others.
Abstract
O estresse psicológico atua como modulador neuroendócrino e inflamatório, influenciando negativamente a fisiologia tecidual e acelerando os sinais corporais e faciais do envelhecimento. O objetivo deste estudo foi analisar a associação entre níveis de estresse percebido, hábitos de vida e a autopercepção do envelhecimento cutâneo em mulheres adultas jovens. Trata-se de um estudo observacional, transversal e analítico, quantitativo, conduzido com 115 mulheres entre 18 e 30 anos (média = 22,4 ± 2,8 anos). A coleta de dados incluiu a Perceived Stress Scale (PSS-14) e questionário estruturado sobre dermatofuncionalidade e hábitos diarios. A análise estatística empregou o teste de Qui-Quadrado de Pearson (χ2) e Razão de Chances (Odds Ratio - OR) com intervalo de confiança de 95% (IC95%). Verificou-se que 53,5% (n = 61) das participantes reportaram insatisfação com a fisionomia cutânea, 42,6% (n = 49) identificaram rugas faciais (com predomínio na região frontal, 63,2%) e 35,7% (n = 41) relataram flacidez. Apenas 32,2% aderiam à fotoproteção solar diária e 43,0% eram sedentárias. O estresse percebido elevado (escore PSS-14 no quartil superior) associou-se significativamente à insatisfação estética (OR = 4,72; IC95%: 2,05-10,87; p < 0,001) e à percepção de rugas (OR = 3,69; IC95%: 1,63-8,35; p = 0,0016). A fotoproteção diária atuou como fator significativo contra a percepção de rugas (OR = 0,31; IC95%: 0,13-0,77; p = 0,0114). Conclui-se que o estresse psicológico elevado está forte e independentemente associado à percepção precoce de envelhecimento cutâneo em jovens, demandando uma abordagem clínica interprofissional e preventiva na Fisioterapia Dermatofuncional.



