Derecho y cambio social.
Indicações, desfechos e análise comparativa das vantagens e desvantagens da esplenectomia em doenças hematológicas: Revisão integrativa da literatura
By Catia Irene Duarte Valente, Fernanda Araujo Santos, Wanderson Thiago Santos Noleto and 3 others.
Abstract
Objetivo: analisar as indicações atuais e a relação entre vantagens e desvantagens da esplenectomia em pacientes com doenças hematológicas, com ênfase nas evidências publicadas entre 2021 e 2026. Método: revisão integrativa da literatura, estruturada segundo as etapas de identificação do problema, definição da pergunta, busca, seleção, avaliação crítica, síntese e interpretação. Foram priorizadas publicações indexadas em PubMed/MEDLINE, Scopus, Web of Science, Embase, Cochrane Library, LILACS e SciELO, com foco em estudos dos últimos cinco anos e em periódicos, classificados entre A1 e B1 no sistema Qualis. A estratégia de síntese foi orientada pelo PRISMA 2020, sem transformar a revisão integrativa em meta-análise. Resultados: a literatura demonstra redução da indicação da esplenectomia em doenças imunomediadas, especialmente na trombocitopenia imune, em decorrência da expansão dos agonistas do receptor de trombopoetina, rituximabe e outras terapias-alvo. Entretanto, a cirurgia permanece relevante em esferocitose moderada/grave, citopenias imunes, anemia hemolítica autoimune, hiperesplenismo e esplenomegalia sintomática, algumas neoplasias e situações diagnósticas selecionadas. A via laparoscópica apresenta menor permanência hospitalar e menor perda sanguínea em comparação com a cirurgia aberta, embora possa demandar maior tempo operatório e apresentar maior dificuldade técnica em baços muito volumosos. Os principais eventos adversos são infecção grave e tromboembolimo, incluindo trombose do sistema esplenoportal. Conclusão: a esplenectomia mantém papel terapêutico em subgrupos selecionados, mas deixou de ser uma intervenção de rotina para doenças hematológicas. A decisão deve ser individualizada, considerando diagnóstico, resposta às terapias, idade, comorbidades, tamanho esplênico, risco trombótico e infeccioso, experiência da equipe e preferência do paciente.



