Zenodo
Tratamento farmacologico e não farmacoloogicos na doença de alzmeher
By Gabriel Antônio Picoloto Narente, Maria Vitória Teixeira Vesaro, Maria Fernanda Vieira Michels and 2 others.
Abstract
Introdução A Doença de Alzheimer (DA) é uma enfermidade neurodegenerativa progressiva caracterizada principalmente pelo declínio cognitivo e pela perda gradual da capacidade funcional, constituindo uma importante causa de demência entre a população idosa. Diante do caráter progressivo da doença, as estratégias terapêuticas têm buscado tanto o controle dos sintomas quanto a redução ou o retardamento da progressão clínica. Nas últimas décadas, além dos tratamentos farmacológicos tradicionais, novas terapias modificadoras da doença e intervenções não farmacológicas vêm sendo investigadas e incorporadas ao manejo clínico. Entre as abordagens farmacológicas encontram-se os inibidores da acetilcolinesterase, a memantina e, mais recentemente, anticorpos monoclonais direcionados à proteína beta-amiloide. Paralelamente, intervenções como exercício físico, estimulação cognitiva e outras estratégias de reabilitação têm demonstrado potencial para preservar a função cognitiva e a qualidade de vida. [1] Diante disso, torna-se relevante a busca de um levantamento bibliográfico sobre os principais tratamentos farmacológicos e não farmacológicos utilizados na Doença de Alzheimer, destacando seus mecanismos de ação e os principais efeitos descritos na literatura sobre função cognitiva, capacidade funcional e qualidade de vida. Metodologia Foi realizado um levantamento bibliográfico na base de dados PubMed/MEDLINE, utilizando os descritores , demência Doença de Alzheimer, Terapia Cognitiva associados por meio dos operadores booleanos "AND" e "OR". Foram priorizados artigos científicos publicados em inglês, português e espanhol. Foram incluídos estudos que abordassem intervenções farmacológicas ou não farmacológicas e seus efeitos sobre cognição, funcionalidade, sintomas neuropsiquiátricos ou qualidade de vida. Foram excluídos estudos sem relação direta com o objetivo proposto, publicações duplicadas e trabalhos que não apresentassem informações suficientes sobre as intervenções avaliadas. Resultados parciais e Discussão O levantamento bibliográfico evidenciou que o manejo da Doença de Alzheimer (DA) compreende estratégias farmacológicas e não farmacológicas com objetivos terapêuticos distintos e potencialmente complementares. Entre os tratamentos farmacológicos sintomáticos, destacam-se os inibidores da acetilcolinesterase — donepezila , galantamina e rivastigmina — e a memantina, antagonista dos receptores NMDA. Revisões sistemáticas e meta-análises demonstram benefícios sobre desfechos cognitivos e comportamentais, embora a magnitude da resposta e a tolerabilidade variem conforme o medicamento e o estágio da doença [2,3]. Esses achados reforçam a permanência dessas terapias no manejo clínico, sobretudo para controle sintomático, sem caracterizá-las como modificadoras da progressão da DA . Tabela 1 – Síntese das principais estratégias farmacológicas e não farmacológicas para o tratamento da Doença de Alzheimer Estratégia terapêutica Intervenções Principais efeitos descritos Evidências e considerações Tratamento farmacológico sintomático Donepezila , galantamina e rivastigmina Manutenção temporária da função cognitiva e controle de sintomas cognitivos e comportamentais Benefícios clínicos variáveis conforme o fármaco, estágio da doença e tolerabilidade [2] Tratamento farmacológico sintomático Memantina Controle de sintomas cognitivos e comportamentais Benefícios observados principalmente em estágios moderados a avançados, com resposta clínica variável [2,



