Zenodo
Restrição do movimento da coluna versus imobilização tradicional no trauma: Revisão sistemática e metanálise dos desfechos clínicos
By André Paião Noronha, Jhonny Richard de Melo Gomes, Larissa Biazoti Azanha and 4 others.
Abstract
Introdução Um dos pilares do atendimento pré-hospitalar é a utilização de técnicas e dispositivos destinados à prevenção de lesões da medula espinhal decorrentes do traumatismo raquimedular (TRM). Entre os principais recursos utilizados estão o colar cervical, a prancha rígida, os tirantes e os imobilizadores de cabeça [1,2]. Além da prevenção de lesões decorrentes do TRM, a restrição dos movimentos também pode contribuir para o alívio da dor, ao reduzir a mobilidade das estruturas lesionadas e proporcionar maior segurança e conforto durante o transporte e o manejo inicial do paciente [1]. A recente substituição do termo "imobilização" por "restrição dos movimentos da coluna" (RMC) demonstra mudanças no paradigma das técnicas empregadas para limitar e reduzir os movimentos da vítima de trauma para diminuir as chances de lesões. Destaca-se que não existe um protocolo universal aplicável a todas as vítimas, sendo necessária a individualização da conduta para evitar complicações iatrogênicas decorrentes do próprio atendimento [1,3,4]. Entre as complicações associadas à imobilização tradicional estão as lesões por pressão, o comprometimento respiratório, a dor e o desconforto, o prolongamento do tempo de atendimento pré-hospitalar e a dificuldade de intubação [2]. Dessa maneira, o objetivo principal deste estudo é identificar, por meio de uma revisão sistemática e metanálise , as melhores evidências científicas disponíveis sobre os desfechos apresentados por vítimas atendidas no ambiente pré-hospitalar, com foco na imobilização tradicional e no protocolo de restrição dos movimentos da coluna. Método Esta pesquisa trata -se de uma metanálise , que ocorre em continuação com a revisão sistemática realizada pelos pesquisadores durante o Projeto de Iniciação Científica versão 2025 (PIC 2025), e teve como questão norteadora: Considerando o uso dos protocolos de restrição do movimento da coluna e de imobilização tradicional, quais os desfechos das vítimas atendidas no ambiente pré-hospitalar? A presente metanálise será norteada pelos preceitos do Joanna Briggs Institute (JBI) [5,6] e redigida conforme o PRISMA ( Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses ) [7,8]. A busca foi realizada nas bases de dados eletrônicas Pubmed , Excerpta Medica dataBASE (EMBASE), Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), Web of Science , Scopus e LIVIVO, mantendo as estratégias de busca, e ocorreram no período entre agosto e setembro de 2026. Para elegibilidade dos estudos foi adotado o acrônimo CoCoPop ( Co ndition, Co ntext e Pop ulation ). Foram eleitos os estudos observacionais transversais, sem restrição temporal e de idiomas. O contexto desta revisão (Co) foi os atendimentos pré-hospitalares , tais como: Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), concessionárias de rodovia, atendimentos ao trauma prestado pelo Corpo de Bombeiros e demais instituições que prestam atendimentos pré-hospitalares ao trauma. A condição (Co) envolveu estudos que abordaram o emprego da RMC e a imobilização tradicional durante o atendimento pré - hospitalar. A população (Po) foi os artigos primários que continham como população alvo as vítimas do atendimento pré-hospitalar. A estratégia de busca foi adaptada para cada base de dados específica , de acordo com os Descritores em Ciência da Saúde ( DeCS ) e no MeSh Database , sendo utilizada a s i ntaxe : ( "Wounds and Injuries" OR trauma OR "physical trauma" OR injury OR injuries OR



