Zenodo
Relação entre a infecção de urina e a utilização de cramberry: Revisão integrativa
By Luiza Bertolaccini Scolin and Gerson Luiz Medeiros Bertoche.
Abstract
A infecção do trato urinário (ITU) é definida pela presença de agente infeccioso na urina, em quantidade superior a 100.000 unidades formadoras de colônia bacteriana por milimetro de urina. Podendo ser sintomática ou assintomática, essa última sendo chamada de bacteriuria assintomática. [10]. A ITU pode acometer somente o trato urinário baixo (bexiga ou uretra) sendo chamado de cistite ou uretrite e o trato superior (ureteres e parênquima renal) sendo chamado de pielonefrite. [5]. Os agentes causadores mais frequentes são Escherichia coli, Klebsiella pneumoniae, Staphyloccoccus saprophyticus, Enterococcus faceais, Staphyloccoccus Grupo B (GBS), Proteus mirabilis, Pseudomonas aeruginosa, Staphylococcus aureus e Candida app. [1]. As ITU possuem prevalência anual de 11% em mulheres com mais de 16 anos, sendo a segunda causa mais comum para prescrição de antibioticoterapia. Ademais, é mais comum no sexo feminino se comparado ao masculino, e se levarmos em consideração a idade a mesma tem um aumento de prevalência. [9]. Além disso a ocorrência prévia de infecção aumenta a predisposição de uma nova. A ITU recorrente é definida como pelo menos três acontecimentos no último ano ou duas nos últimos seis meses, É necessário definir se foi um relapso ou uma nova infecção, relapsos são marcados pela persistência do patógeno mesmo com a realização do tratamento adequado, ocorrência dentro de 14 dias. [9]. Atualmente a realização de antibioticoprofilaxia funciona como forma de diminuir o número de episódios em mulheres na pré e pós menopausa. Contudo se mostra presente a discussão que utilização desenfreada de antibióticos leva a uma seleção de cepas bacterianas com o aparecimento de uropatóegnos multirresistentes. [9]. O Centro Europeu para Controle e Prevenção de Doenças estima que são gastos 1.5 bilhões de dólares anualmente com a saúde devido a essa resistência bacteriana que aumenta o tempo de internação e também de morbimortalidade. A partir disso surgiram outros métodos de profilaxia e coadjuvantes no tratamento das infecções urinárias como aumento da ingesta hídrica, probióticos, estrógenos, imunoestimulantes e cramberry. [4]. O cramberry conhecido como mirtilo vermelho é uma fruta presente principalmente na America do Norte em sua maioria é o "grande"cramberry ou Baccinium macrocarpon, entretanto existe o "pequeno" cramberry ou Vaccinium oxycoccus que é mais presente na natureza. O mesmo possui na maior parte água em sua composição sendo rico em vários grupos flavonoides, ácido fenólico, frutose, ácido ascórbico e benzoatos. Pode ser ingerida na forma de fruta, geleia, bala, cápsulas entre outras formas variadas, sendo utilizado como alternativa para profilaxia e tratamento de ITU em mulheres. [8]. Objetivo O objetivo deste estudo foi descrever mediante revisão de literatura, a relação entre infecção de urina e a utilização de cramberry, observando suas indicações, quais são as posologias utilizadas e os desfechos causados pela utilização do cramberry. Metodologia A literatura foi coletada utilizando a Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), PUBMED e Scielo selecionando artigos publicados entre Janeiro de 2015 a Fevereiro de 2026. A busca foi realizada com a utilização de palavras chaves: ITU; Cramberry; Urinary Tract Infection: Vaccinium macrocarpon. Os resultados foram analisados utilizando os critérios de inclusão: (I) artigos publicados em português e inglês; (II) uso de cramberry para profilaxia ou tratamento de ITU; (III) estudos que avalia



