Zenodo
Infarto agudo do miocárdio em jovens: Uma revisão integrativa sobre cenário atual
By Eduarda Aparecida Oliveira Araujo and Zildomar Deucher Junior.
Abstract
Introdução : O Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) é a maior causa de morte no país, considerada socialmente como uma doença caracteristica do processo de envelhecimento. Entretando, atualmente, observa-se o aumento da sua incidencia entre o público jovem (menores de 45 anos) em cerca de 62% durante a última década. Assim, analisa-se as particularidades clínicas atuais, integrando achados comportamentais, socioambientais e genéticos, fundamental para compreensão e enfrentamento desse problema emergente da saude publica. Objetivo: Esta pesquisa, define o novo perfil epidemiológico do Infarto Agudo do Miocárdio, integrando sua multidisciplinaridade necessária para a discussão e conscientização do cenário atual, ressaltando a atuação do Sistema Único de Saúde (SUS) para cuidado integrado e mitigar subdiagnósticos Metodologia: Essa pesquisa se baseia em um estudo bibliográfico de abordagem qualitativa que reúne e discute evidencias cientificas o IAM em jovens. Neste, foi utilizado base de dados de bibliotecas virtuais (PubMed e SciElo ), artigos da Sociedade Brasileira de Cardiologia e dados do Ministério da Saúde, dos quais foram cuidadosamente selecionados seguindo os critérios de inclusão previamente definidos como: publicados entre 2010 e 2025 em português, inglês e espanhol, além da utilização de descritores padronizados ao tema: "infarto do miocárdio", "infarto em jovens " e " sindrome coronariana em não-idosos ". Ressalta-se que a revisão se dá exclusivamente por dados provenientes de fontes públicas, sem coleta direta com seres humanos. Resultados: A prevalência do IAM em menores de 45 anos é de cerca de 6-15%, enquanto 1,6% acometem menores de 35 anos. Desses, 10% desses apresentam Doença Arterial Coronariana, resultante da obstrução das arterias coronarianas por aterosclerose em fase precoce da vida adulta. Os principais fatores de risco são: dislipidemia (86%), tabagismo (80%), hipertensão arterial (63%), histórico familiar (56%), obesidade (49%), diabetes mellitus (35%) e uso de drogas ilícitas (5%). Além dos fatores de emergentes como inflamação sistêmica crônica, estresse psicológico crônico (ansiedade e privação do sono), sedentarismo, alimentação rica em ultraprocessados, uso de cigarros eletrônicos, poluição ambiental, exposição à produtos químicos e uso de substâncias psicoativas . Sendo possível afirmar que a predisposição genética e polimorfismo em diversos genes, não explicam isoladamente a ocorrência do evento cardiovascular. O perfil clínico de prevalência correspondente a indivíduos do sexo masculino, tabagista, obeso ou com sobrepeso e com presença de histórico familiar . Quanto ao quadro clinico, os jovens apresentam com maior frequência sintomas atípicos do evento: confusão mental, ansiedade, refluxo gastroesofágico e dor musculoesquelética que, consequentemente, aumentam a probabilidade de atraso diagnóstico por baixa suspeita clínica inicial de sindrome coronariana , favorecendo a interpretação equivocada de condições menos graves . Entre as manifestações eletrocardiográficas , destaca -se o supradesnivelamento do segmento ST (IAMCSST), associado à oclusão aguda de uma artéria coronária e à interrupção completa ou crítica do fluxo sanguíne a, sendo a artéria descendente anterior a acometida em 67,3% dos casos, associada a p arede anterior. O manejo de fase aguda, conta com abordagem da diretriz estabelecida para o IAM, sem protocolo específico por classificação de idade , que como objetivo a reperfusão precoce do m



