Zenodo
Atitudes e crenças de estudantes universitários sobre a vacinação contra o HPV: Aplicação do questionário chias em uma instituição do interior paulista
By Beatriz de Morais Theodoro da Silva and Talita Domingues Caldeirão.
Abstract
INTRODUÇÃO O papilomavírus humano (HPV) está relacionado ao desenvolvimento de diversos cânceres , especialmente o câncer do colo do útero , constituindo importante problema de saúde pública . A vacinação representa uma das principais estratégias de prevenção , porém a hesitação vacinal e fatores relacionados ao acesso podem comprometer a cobertura . A população universitária constitui grupo relevante para investigação por reunir jovens em diferentes áreas de formação e em período de consolidação de comportamentos relacionados à saúde (BARRONCAS et al., 2024; BRASIL, 2024). O Carolina HPV Immunization Attitudes and Beliefs Scale (CHIAS), usado neste estudo e fundamentado no Health Belief Model, permite avaliar atitudes e crenças relacionadas à vacinação nos domínios danos , barreiras , eficácia e incerteza (BECKER, 1978; MCREE et al., 2010; GOWDA et al., 2012). OBJETIVO Avaliar as atitudes e crenças dos estudantes universitários em relação à vacinação contra o HPV, utilizando o questionário CHIAS (Carolina HPV Immunization Attitudes and Beliefs Scale), em uma instituição de ensino superior localizada em Assis-SP. METODOLOGIA Foi realizado estudo quantitativo , descritivo e transversal, com estudantes dos cursos de graduação de uma instituição de ensino superior de Assis-SP, em 2026. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa (CEP), sob CAAE nº 94954325.1.0000.8547, e contou com autorização da instituição por meio do Termo de Coparticipação . A coleta foi realizada por formulário eletrônico no Google Forms, contendo questões sociodemográficas , histórico vacinal contra o HPV e os 16 itens do CHIAS, traduzidos para o português para aplicação neste estudo , distribuídos nos domínios Danos , Barreiras , Eficácia e Incerteza , com respostas em escala Likert de 1 a 5 (MCREE et al., 2010; GOWDA et al., 2012). O formulário não coletou dados que permitissem a identificação dos participantes . Foram incluídos estudantes com 18 anos ou mais , regularmente matriculados e que aceitaram participar mediante o TCLE. Foram excluídas respostas incompletas , inconsistentes ou duplicadas . Foram obtidas 102 respostas , sendo excluídos dois participantes menores de idade , totalizando 100 participantes . Os dados foram organizados no Excel e submetidos à análise descritiva e inferencial . As respostas foram convertidas para a escala Likert e os itens negativos foram recodificados , de modo que valores maiores representassem atitudes mais favoráveis à vacinação . Para cada participante , foi calculada a média dos itens de cada domínio . Os escores foram classificados como negativos (1,0–2,5), neutros / indecisos (2,6–3,5) ou positivos (3,6–5,0). Foram calculadas médias , desvios-padrão , frequências e porcentagens dos dados sociodemográficos , situação vacinal e domínios do CHIAS. RESULTADOS A amostra foi predominantemente feminina (81%), solteira (88%) e sem filhos (95%) A idade variou entre os participantes , sendo 23 anos a idade mais frequente (22%). Estudantes da área da saúde corresponderam a 67% da amostra , com predominância de participantes dos cursos de Enfermagem , Medicina e Direito . Em relação ao período de graduação , houve maior frequência de estudantes do 9º período (16%), seguido do 7º período (11%). Quanto à vacinação , 72% relataram esquema completo , 8% vacinação parcial , 7% nenhuma dose e 13% não souberam informar . Os escores médios por domínio foram 4,37 para Danos , 3,79 para Barreiras , 4,37 para Eficácia e 4,14 para In



