OWL Journal
Avanços no diagnóstico da síndrome do intestino irritável: Biomarcadores emergentes e o papel do eixo cérebro-intestino-microbiota
By Amabily Matsunaga; Luana de Lima Zaias; Igor Oliveira da Costa; Matheus Jaderson Sossai Martins Evangelista; Elaine Cristina Barros da Costa; Aline de França Mangueira; Liliane Trivellato Grassi; Thais Arianny Alencar de Freitas.
Abstract
Introdução: A Síndrome do Intestino Irritável (SII) é um distúrbio da interação cérebro-intestino de alta prevalência, cujo diagnóstico é essencialmente clínico, baseado nos Critérios de Roma. A ausência de biomarcadores confirmatórios e a heterogeneidade fisiopatológica impulsionam a busca por novas ferramentas diagnósticas. Objetivo: Analisar avanços recentes no diagnóstico da SII, com ênfase em biomarcadores emergentes e no eixo cérebro-intestino-microbiota. Metodologia: Revisão integrativa da literatura com relato orientado pelo PRISMA 2020, nas bases PubMed, Embase, Scopus, Web of Science e BVS. Utilizaram-se descritores relacionados à SII, biomarcadores, microbioma e metabolômica. Foram incluídos estudos de 2021 a 2026, com quatro publicações de 2020 admitidas excepcionalmente, totalizando 26 publicações. Resultados: Identificaram-se biomarcadores séricos, fecais, microbiômicos, metabolômicos e neurobiológicos, além de abordagens multiômicas e inteligência artificial. A calprotectina fecal destacou-se no diagnóstico diferencial com doença inflamatória intestinal. Marcadores inflamatórios e painéis fecais mostraram utilidade complementar. Alterações do microbioma e metaboloma associaram-se a subtipos da SII, com melhor desempenho quando integrados. Achados de neuroimagem e neuroendócrinos reforçaram o eixo cérebro-intestino-microbiota. Modelos de inteligência artificial demonstraram potencial para integração de dados e estratificação clínica. Conclusão: O diagnóstico da SII permanece clínico, com biomarcadores e ferramentas computacionais em fase emergente e complementar. A integração multiômica representa uma perspectiva promissora para medicina de precisão, embora limitações metodológicas e ausência de validação externa ainda restrinjam sua aplicação clínica.



