Revista CPAQV - Centro de Pesquisas Avançadas em Qualidade de Vida
Efeitos do treinamento muscular inspiratório em pacientes com doença pulmonar obstrutiva crônica: Uma revisão de literatura
By Ailton da Silva Maia, Allan Mateus da Silva Lima, Hanna Mikaely Cavalcante de Sousa and 4 others.
Abstract
Objetivo: Analisar os efeitos do treinamento muscular inspiratório (TMI) em pacientes com doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), considerando a força muscular inspiratória a dispneia, a capacidade funcional e a tolerância ao exercício e a qualidade de vida. Métodos: Foi realizada uma revisão da literatura científica sobre os efeitos do TMI em adultos com DPOC. abrangendo publicações de janeiro de 2015 a dezembro de 2025; Foram consultadas as bases PubMed e SciELO, com buscas complementares por estudos relacionados ao tema. Foram priorizados ensaios clínicos, revisões sistemáticas e metanálises que avaliaram desfechos respiratórios e funcionais. Os achados foram sintetizados considerando as características dos protocolos de treinamento e a realização do TMI isoladamente ou associado à reabilitação pulmonar. Resultados: Os estudos analisados apontaram melhora da força muscular inspiratória após o MI. Uma metanálise publicada em 2024, que incluiu 16 estudos, identificou benefícios nesse desfecho além de redução da dispneia e a melhora da qualidade de vida. Porém os resultados relativos à capacidade funcional e à tolerância ao exercício foram heterogêneos. Nos estudos que associaram o TMI à reabilitação pulmonar os ganhos adicionais variaram conforme o desfecho avaliado. sem demonstração uniforme de benefícios sobre a capacidade de exercício, a dispneia e a qualidade de vida. Conclusão: O TMI pode contribuir para o aumento da força muscular inspiratória em pacientes com DPOC com possíveis benefícios sobre a dispneia e a qualidade de vida do paciente. Contudo os seus efeitos sobre a capacidade funcional e a tolerância ao exercício, especialmente quando associado à reabilitação pulmonar, permanecem variáveis. Assim o TMI apresenta potencial como estratégia complementar na reabilitação desses pacientes, devendo seus benefícios serem interpretados conforme as características da intervenção e as evidências disponíveis.



