Brazilian Journal of Animal and Environmental Research
Persistência do ducto arterioso em Yorkshire: relato de caso
By Nathalia Borges, Marcelo Alves da Silva Pardini and Fernando Alves Cabral Neto.
Abstract
A persistência do ducto arterioso (PDA) é uma cardiopatia congênita de relevância na clínica de cães, especialmente em animais jovens e de raças predispostas. O presente trabalho teve como objetivo relatar um caso de persistência do ducto arterioso em uma cadela da raça Yorkshire Terrier, abordando os aspectos clínicos, diagnósticos e terapêuticos observados. Foi realizado um estudo descritivo, do tipo relato de caso, a partir da análise retrospectiva do prontuário médico-veterinário de uma cadela Yorkshire Terrier, com cinco meses de idade e 1,6 kg, atendida no Centro Veterinário Pardini, em Poá, São Paulo. A paciente apresentava sopro cardíaco contínuo, cansaço fácil e intolerância ao exercício, sendo encaminhada para avaliação cardiológica. O eletrocardiograma demonstrou predominância de taquicardia sinusal, sem ocorrência de ectopias ou alterações elétricas relevantes. A ecocardiografia confirmou a presença de PDA com fluxo da esquerda para a direita e gradiente de 77 mmHg, além de discretas repercussões sobre as câmaras cardíacas esquerdas, com relação átrio esquerdo/aorta de 1,68 e diâmetro diastólico do ventrículo esquerdo de 1,94 cm. A função sistólica ventricular esquerda permaneceu preservada, com fração de encurtamento de 35,65% e fração de ejeção de 68%. Após a confirmação diagnóstica, a paciente foi submetida à correção cirúrgica. Durante o acompanhamento pós-operatório, foi observado um processo inflamatório na região do nervo isquiático, acompanhado de discreta alteração proprioceptiva. Posteriormente, também foi identificada dermatite bacteriana. Ambas as intercorrências apresentaram evolução satisfatória após o tratamento instituído. A paciente recebeu alta clínica em 1º de março de 2025. O caso evidencia a importância da identificação precoce de alterações cardíacas em animais jovens, da investigação cardiológica adequada e da intervenção terapêutica diante do diagnóstico de persistência do ducto arterioso.



