Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação
Adesão dos profissionais de saúde à higienização das mãos e prevenção de infecções relacionadas à assistência à saúde em unidade de terapia intensiva adulta: Revisão integrativa
Por Bianca Luzia Apolinário Frederichi, Noemi Hadassa Lopes Pereira, Ricardo Vidal Ribeiro y 1 más.
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Resumen
Esse artigo buscou analisar os fatores que influenciam a adesão dos profissionais de saúde à higienização das mãos em unidades de terapia intensiva e suas repercussões para a prevenção das infecções relacionadas à assistência à saúde. Para isto, utilizou-se do método de revisão integrativa da literatura realizada com artigos publicados entre 2015 e 2025, em português e inglês, localizados em SciELO, Biblioteca Virtual em Saúde, LILACS, BDENF, portais de periódicos e busca acadêmica complementar. Foram aplicados critérios de pertinência temática, disponibilidade do texto completo e abordagem da adesão, das barreiras ou das estratégias de melhoria. Após remoção de quatro duplicatas, 17 estudos compuseram a síntese. Como resultados, observa-se que os estudos observacionais mostraram adesão heterogênea e frequentemente insuficiente, com menor cumprimento antes do contato com o paciente e antes de procedimentos assépticos, identificou-se que conhecimento elevado não garantiu execução adequada. A Sobrecarga, pressão de tempo, falhas de infraestrutura, disponibilidade de insumos, cultura organizacional, influência das lideranças e percepção de risco são fatores que interferiram no comportamento. Ações de educação permanente, devolutiva individualizada, monitoramento, participação de líderes e intervenções multimodais são fatores favoreceram a adesão a correta higienização das mãos. Com base na revisão realizada, conclui-se que a higienização das mãos depende de condições individuais e sistêmicas; portanto, ações educativas isoladas são insuficientes sem suporte organizacional, recursos acessíveis, dimensionamento de pessoal e acompanhamento contínuo.



